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Pancreatite Aguda ou Síndrome Pancreática

Pâncreas

O pâncreas é uma glândula túbulo-alveolar cuja secreção externa é eliminada pelo ducto pancreático. Esta secreção é composta por enzimas proteolíticas, lipolíticas e hidrolisantes.

Apresenta formato em V e é constituído por dois lobos (direito e esquerdo), os quais são unidos pelo corpo.
Nos cães o direito é mais facilmente visualizado. Nos felinos o direito apresenta menores dimensões, enquanto o esquerdo é maior e mais fácil de ser visualizado.

Artéria e veia pancreáticas seguem longitudinalmente no lobo direito. O ducto está localizado ventralmente a estes vasos. É formado por ductos interlobulares e desemboca no duodeno. Nos gatos tanto o ducto pancreático quanto o ducto biliar comum desembocam na papila duodenal maior.
Em até 20% dos felinos existe um segundo ducto pancreático que desemboca na papila duodenal menor.


Em virtude dos avanços obtidos na área de diagnóstico por imagem, a avaliação do pâncreas se tornou rotina no exame ultrassonográfico.
Apresenta-se fino, com contornos curvilíneos, homogêneo, isoecóico ou ligeiramente hiperecóico em relação ao lobo hepático caudado. O aumento difuso de ecogenicidade e irregularidade capsular podem ser encontrados em cães idosos sem que isso provoque alteração laboratorial ou sintomatologia clínica.
O conhecimento da anatomia e da relação com órgãos adjacentes são essenciais para que seja localizado e que possíveis alterações sejam identificadas.
Alguns fatores podem dificultar ou até mesmo impedir a visualização do pâncreas. São eles:
- ecogenicidade semelhante a do mesentério,

- a sua proximidade com estruturas preenchidas por gás (estômago, duodeno);

- obesidade do paciente;

- ofegação ou dispnéia do paciente;

- dor abdominal. 

                                                                             

 3 e 4 – Sonograma longitudinal do lobo pancreático direito com aspecto normal

 

Nos cães os sintomas usualmente verificados na pancreatite são:

- Vômito, diarréia;

- Aumento da freqüência respiratória secundária a dor;

- Tosse, taquipnéia secundária a tromboembolismo pulmonar;

- Fraqueza, choque.

 

Nos felinos são observados principalmente:

- Desidratação;

- Anorexia, perda de peso;

- Letargia;

- Dor;

- Tromboembolismo pulmonar;

- Vômitos raros.

A identificação de sinais sentinelas em pacientes pouco sintomáticos pode contribuir para o adequado diagnóstico. O principal deles é o pregueamento da parede duodenal causada pela duodenite. O aumento do linfonodo pancreático também pode indicar o início da patologia.

 

 

5- Linfonodo pancreático-duodenal com tamanho aumentado,
ecogenicidade diminuída (sinal sentinela)

 

Existe um período, que é denominado JANELA FALSA NEGATIVA no qual não existe alteração ultrassonográfica, porém a doença já está ativa. A não remissão dos sinais clínicos exigirá que seja realizada a repetição do exame ultrassonográfico no período de 24 ou 48 horas.

Algumas sentinelas ou até mesmo alterações mais severas poderão ser visualizadas neste período. Estas são:
 

- presença de fluido livre peri pancreático (com ecos ou não) ou generalizado;

- “mesentério reativo” (peritonite focal);

- aumento da espessura da margem direita ou esquerda, ou de ambas as margens;

- perda do padrão curvilíneo ou não definição da cápsula;

- duodeno espástico;

- alterações focais decorrentes de tecido hemorrágico ou necrótico, os quais em uma fase mais crônica se organizarão e formarão pseudocistos e/ou abscessos. Normalmente apresentam o mesmo aspecto de imagem e podem mimitezar uma massa. Somente serão diferenciados através do exame de aspiração por agulha fina guiado pela ultrassonografia.

- hepatite secundária.

Nos felinos a pancreatite crônica é duas vezes mais freqüente que a aguda, sendo esta condição geralmente subclínica. 

Nos cães com pancreatite crônica a espessura da glândula estará normal, mas o parênquima pode estar heterogêneo ou hiperecóico.

Algumas co-morbidades, como doença intestinal inflamatória, hepatopatia infiltrativa (ex.: Cushing, diabetes) e alterações das vias biliares são bastante freqüentes.

 

 6 e 7- Hepatomegalia, presença de lama biliar em animal com Cushing e pancreatite aguda

 

 

8 – Estômago distendido por líquido, sem movimentação (íleo paralítico)

 

 

9 e 10 – Aumento da espessura do lobo pancreático. Presença de líquido livre circundante.
Mesentério reativo (peritonite focal)


Algumas complicações:

- Pneumonia - muitos pacientes com pancreatite desenvolvem pneumonia, pois a drenagem do pâncreas é feita pelo mesmo linfonodo que drena parte da silhueta pulmonar;

- Obstrução biliar – a obstrução do ducto biliar secundária à inflamação pancreática e subseqüente fibrose pode causar distensão da VB e ducto biliar.   

- Trombose da veia porta.             

 

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