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Dictophyma renale

O Dioctophyma renale é um nematelminto gigante de ocorrência mundial que parasita os rins do cão, de alguns animais silvestres, domésticos e também do ser humano. Possui como hospedeiros intermediários anelídeos aquáticos que parasitam as brânquias de peixes e também algumas espécies de rãs. O ciclo evolutivo é indireto, sendo o cão um dos hospedeiros definitivos.  Os ovos são eliminados através da urina.

O rim direito é o mais acometido devido à migração através da parede duodenal, porém pode-se encontrar parasitas em localização ectópica, como nos tecidos peri e para-renais, ureteres, bexiga, uretra, bolsa escrotal, tecido subcutâneo inguinal, útero, ovários, linfonodos mesentéricos, glândulas mamárias, cavidade torácica, estômago e fígado.

Provoca destruição do parênquima renal reduzindo-o a uma cápsula fibrosa, com graves transtornos funcionais.

A fêmea pode atingir 100 cm de comprimento.

O caso descrito refere-se a um cão, SRD, com cerca de 1 ano que havia sido resgatado da rua há cerca de 3 meses. Foi encaminhado para o exame ultrassonográfico, pois a proprietária havia se queixado de três episódios de hematúria. O estado físico do animal era normal conforme relato do clínico solicitante. Pela literatura a maioria dos cães é assintomática, sendo por isto a maior quantidade de diagnósticos feita através da necropsia. Andar vacilante, emagrecimento, arqueamento do corpo, hematúria, estrangúria, dor acentuada, aumento de volume palpável na região renal são os principais sintomas descritos. Manifestações relacionadas à peritonite e uremia também podem ser indícios da dioctofimose.

Os achados ultrassonográficos incluíram esplenomegalia moderada, presença de celularidade no conteúdo da vesícula urinária e graves alterações no rim direito, como: aumento das dimensões (renomegalia moderada), arquitetura renal indefinida, com perda da delimitação das regiões cortical e medular, irregularidade capsular severa. Foi possível identificar um enovelado hiperecóico composto por estruturas cilíndricas de multicamadas paralelas ocupando a pelve e medular deste rim, que indicaram a presença do parasita. 

Foi realizada a cistocentese e confirmação através da citologia da presença de ovos do Dioctophyma renale.

O animal foi submetido à nefrectomia e foram encontradas as duas formas do parasita, a fêmea e o macho.

Foto cedida – Clínica Vet. SOS Animal – Piracicaba-SP

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