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COLECISTITE NECROSANTE

A função da vesícula biliar inclui armazenamento, concentração e liberação da bile. As substâncias que são abundantemente secretadas na bile juntamente com a água, emulsificam as partículas de gordura.

A colecistite é uma doença inflamatória rara em cães. A principal causa normalmente é ocasionada por infecções bacterianas de origem intestinal e que ascendem ao ducto biliar comum ou de origem hematógena (FRASER, 2008).
Outros fatores que têm sido considerados na patogênese da colecistite seria o uso de drogas imunossupressoras e algumas doenças sistêmicas como diabetes mellitus, enterite, septicemia, doença hepática e estase biliar, pois favorecem a colonização de bactérias (CORINA, 2010). As bactérias aeróbicas Gram-negativas (especialmente Escherichia coli) e anaeróbicas são as principais bactérias que causam a colecistite (JOHNSON e SHERDING, 2008).


Essa infecção bacteriana quando lesa seriamente a parede da vesícula biliar, resulta em colecistite necrosante ou enfisematosa. No caso da necrosante, é observada lesões na parede da vesícula biliar e a bile extravasa para o interior do abdome, podendo causar peritonite séptica e ser letal (FRASER, 2008).

A colecistite necrosante, segundo Stephen e Bennett (2006) é classificada em:
- Classe I: inclui pacientes com colecistite necrosante sem ruptura da vesícula biliar;
- Classe II: inclui pacientes com colecistite aguda necrosante com perfuração da vesícula biliar e peritonite;
- Classe III:  identifica pacientes com colecistite crônica com aderências hepáticas e omento com fístulas.


O caso que será relatado se enquadra na Classe II.


Trata-se de uma cadela da raça Pinscher, com 10 anos de idade, castrada. O primeiro exame ultrassonográfico foi realizado no dia 14-07-2017 e foi observada uma massa heterogênea mineralizada na região topográfica de coto uterino. Suspeitou-se de neoplasia. Os demais órgãos apresentam aspectos ecográficos normais. O clínico estabeleceu terapia medicamentosa incluindo o corticosteróide. No dia 29-07-2017, o animal retornou ao Cesvet para realizar novamente o ultrassom, pois o proprietário relatava que este sentia dores e havia vomitado.


Os achados ecográficos estão descritos abaixo conforme o laudo: 


Vesícula biliar (VB): anatomia anárquica. Pequena distensão do lúmen por conteúdo anecóico. Severo espessamento mural - 10 a 12 mm (parâmetro até 3,0 mm), leve heterogeneidade. Presença de lesão triangular de ecogenicidade complexa localizada na face medial da região do corpo. Mede 12,5 mm x 6,3 mm nos maiores eixos (sugere zona de necrose - rotura?). Face interna irregular. Vias intra e extra-biliares ecograficamente preservadas. Aumento leve de ecogenicidade do tecido mesentérico regional (sugere peritonite focal) e presença de pequeno volume de fluido anecóico pericolecístico (efusão peritoneal).

 

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